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março 27, 2026   2026 , Entrevistas/Paris , Paris , photoshoot/paris , revistas/paris

Revista: Paris Jackson na capa da Vogue Hong Kong de Março

TEXTO ORIGINAL • ENGLISH
Paris Jackson On Honest Music And Leaving A Legacy

One day, Paris Jackson is thrashing to grunge rock in a vintage band tee; the next, she’s seated front row at Chemena Kamali’s Chloé show in Paris. Life is a spectrum, and Paris Jackson is ready to embrace it all. It has been a while since the singer-songwriter has unveiled new music. Her debut as a solo artist, the alternative-folk album, wilted, soared to No. 1 on the iTunes U.S. Alternative Albums Chart. She followed with the lost EP and a series of singles, touring across North America alongside celebrated rock bands. Now, her latest, brooding single, zombies in love, offers a glimpse of what’s next—an evocative preview of the next chapter set to unfold before year’s end.

Can you tell me about how you discovered your love for performing and creating music?

I’ve always loved creating music, but sort of suppressed it as just a hobby for a long time because I was afraid. I started to gain more confidence when I started performing in a folk-duo in my early 20s, and as time went on and the duo broke up, I learned how to have the confidence to do it on my own.

What draws you to the genre of alternative folk? How would you describe the music you create?

I’ve looked up to poets like Damien Rice, Conor Oberst, Andy Hull, and Richard Edwards for probably the last decade, and obviously, my first record was heavily influenced by Radiohead. The music I’m currently working on now has more of a 90s grunge feel, but still with singer-songwriter roots, with inspirations like Pixies, Smashing Pumpkins, Nirvana, and Audioslave.

Can you describe your songwriting process?

My process changes depending on who I’m writing with, but if I’m writing alone, I usually wait until I get a one-liner that feels like a good topic or lyric, then I find the chord progression, the melody, and the rest of the lyrics come on their own. If I’m writing alone, and the process takes more than an hour, and the song isn’t finished, I usually bail on it entirely. I guess I’m impatient.

How do you let yourself be raw and free in your music? Do other people’s experiences ever seep into your music?

I don’t know any other way to be than to be raw and honest. Otherwise, what’s the point? Who would I even be writing to or for? Sometimes I write about other people’s experiences, like a character in a book or a song to a friend about their life, in hopes of making them feel seen.

Have there been any unexpected sources of inspiration?

No, just like there are infinite ways to find God, there’s infinite ways to find inspiration. If art imitates life, all I have to do is live.

Given how personal your songs are, does making music feel more like creating something new or letting something go?

Both at the same time. It’s a death and a birth.

What is it about working with Linda Perry that inspires you differently?

I think she sees through me in a way that most people don’t. There’s something very familial and tender about our relationship, while simultaneously lots of fire-sign energy and momentum. I think some of my best stuff is the stuff I’ve written with her. She has a magic about her.

Tell us more about “zombies in love”

My song “zombies in love” was about a darker time with someone I consider to be one of the greatest loves of my life, possibly one of the most fervent, life-altering, and impactful relationships I’ve ever had. The song itself explores the feelings of being numbed out and in an alternate state of mind together. Having companionship in escapism, having someone who sees all of your dark parts and has ones of their own to match. Sort of like broken pieces fitting together like a puzzle. The song also clarifies, by using a term like “zombie,” just how unsustainable, though profound, an entanglement like that can be.

Who would you most like to collaborate with?

Conor Oberst.

Do you think your music influences your fashion choices, or vice versa?

My music taste definitely influences my fashion. Depending on what I’m most listening to that day I may go for baggy jeans with a band-t over a long sleeve shirt, or I’ll go for a more bohemian look. Messy hair, always.

What more can you reveal about your musical project launching in late 2026?

It’s loud!

Are you still pursuing acting roles?

If auditions come in, I take the time to work on them and submit something I’ve put a lot of energy into, but I wouldn’t say it’s currently at the forefront of my mind at this moment.

What legacy do you want to leave behind?

I believe legacy is the feeling we leave behind in people’s hearts. Personally, I’m here to experience the full spectrum of feelings while I’m here on this planet, in this lifetime. I’m here for the whole enchilada. So whatever I can do to help others feel, I’m all in.

Entrevista
Paris Jackson fala sobre fazer música com sinceridade e deixar um legado
Publicação
Vogue Hong Kong • March 2026 Digital Cover
Data
Março/2026

No começo, Paris Jackson não levava a música tão a sério, mas, quando chegou aos 20 e poucos anos, ficou impossível ignorar esse chamado. Hoje, aos 27, ela só conhece uma forma de compor: se entregar por inteiro e escrever com total sinceridade. 'Senão, qual é o sentido?'

Num dia, Paris Jackson está curtindo um grunge pesado com uma camiseta vintage de banda; no outro, está na primeira fila do desfile da Chloé, de Chemena Kamali, em Paris. A vida pode assumir muitas formas, e Paris está pronta para viver todas elas.

Já faz um tempo que a cantora e compositora não lança nenhuma música nova. Seu primeiro trabalho solo, o álbum de folk alternativo wilted, chegou ao primeiro lugar na parada de álbuns alternativos dos Estados Unidos no iTunes. Depois, Paris lançou o EP lost e uma série de singles, além de fazer turnês pela América do Norte ao lado de bandas de rock consagradas. Agora, seu mais recente single, o sombrio zombies in love, dá uma ideia do que vem por aí, servindo como uma prévia marcante do próximo capítulo de sua carreira, que deve começar a se revelar antes do fim do ano.

Entrevista
Você pode contar como descobriu seu amor por se apresentar e criar música?

Sempre amei criar música, mas durante muito tempo meio que reprimi isso e tratei apenas como um hobby porque tinha medo. Comecei a ganhar mais confiança quando passei a me apresentar em uma dupla de folk, no começo dos meus 20 anos. Com o passar do tempo e o fim da dupla, aprendi a ter confiança para fazer isso sozinha.

O que te atrai no folk alternativo? Como você descreveria a música que faz?

Há provavelmente uns dez anos, admiro compositores como Damien Rice, Conor Oberst, Andy Hull e Richard Edwards. E, claro, meu primeiro álbum teve uma forte influência do Radiohead. A música em que estou trabalhando agora tem mais uma pegada grunge dos anos 90, mas ainda mantém as raízes de cantora e compositora, com inspirações como Pixies, Smashing Pumpkins, Nirvana e Audioslave.

Como é o seu processo de composição?

Meu processo muda dependendo de com quem estou escrevendo, mas, quando escrevo sozinha, geralmente espero surgir uma frase que pareça um bom tema ou uma boa letra. Depois encontro a progressão de acordes, a melodia e o restante da letra vem naturalmente. Se estou escrevendo sozinha, o processo passa de uma hora e a música ainda não está pronta, normalmente abandono tudo. Acho que sou impaciente.

Como você se permite ser tão crua e livre na sua música? As experiências de outras pessoas também acabam entrando nas suas composições?

Não sei ser de outra forma além de crua e honesta. Senão, qual é o sentido? Para quem eu estaria escrevendo? Às vezes escrevo sobre as experiências de outras pessoas, como um personagem de um livro, ou faço uma música para um amigo sobre a vida dele, na esperança de que ele se sinta visto.

Alguma fonte de inspiração já te surpreendeu?

Não. Assim como existem infinitas formas de encontrar Deus, também existem infinitas formas de encontrar inspiração. Se a arte imita a vida, tudo o que eu preciso fazer é viver.

Como suas músicas são tão pessoais, fazer música parece mais criar algo novo ou deixar alguma coisa para trás?

As duas coisas ao mesmo tempo. É uma morte e um nascimento.

O que há em trabalhar com Linda Perry que te inspira de um jeito diferente?

Acho que ela me enxerga de uma maneira que a maioria das pessoas não consegue. Existe algo muito familiar e carinhoso na nossa relação e, ao mesmo tempo, muita energia de signo de fogo e uma força que faz tudo seguir em frente.. Acho que algumas das melhores coisas que já fiz foram as que escrevi com ela. Ela tem algo de mágico.

Conte mais sobre 'zombies in love'.

Minha música zombies in love fala sobre uma fase mais sombria que vivi com alguém que considero um dos grandes amores da minha vida, possivelmente um dos relacionamentos mais intensos, transformadores e marcantes que já tive. A música explora essa sensação de estar anestesiado, como se os dois estivessem juntos em um estado mental diferente. É sobre encontrar companhia nessa vontade de escapar, ter alguém que enxerga todas as suas partes mais sombrias e que também carrega as próprias. É como se duas partes quebradas se encaixassem como peças de um quebra-cabeça. A música também deixa claro, ao usar uma palavra como 'zumbi', o quanto uma relação assim pode ser insustentável, por mais profunda que seja.

Com quem você mais gostaria de colaborar?

Conor Oberst.

Você acha que sua música influencia suas escolhas de moda ou é o contrário?

Meu gosto musical com certeza influencia a forma como eu me visto. Dependendo do que estou ouvindo mais naquele dia, posso escolher uma calça jeans larga com uma camiseta de banda por cima de uma blusa de manga comprida, ou então ir para um visual mais boêmio. Cabelo bagunçado, sempre.

O que mais você pode revelar sobre seu projeto musical que será lançado no fim de 2026?

É barulhento!

Você ainda pretende continuar atuando?

Quando aparecem testes, eu separo um tempo para me dedicar a eles e envio um material no qual realmente investi bastante energia, mas não diria que atuar está entre as minhas principais prioridades neste momento.

Que legado você quer deixar?

Acredito que legado é o sentimento que deixamos no coração das pessoas. Pessoalmente, estou aqui para experimentar todo o espectro de sentimentos enquanto estiver neste planeta, nesta vida. Estou aqui para viver tudo, o pacote completo. Então, tudo o que eu puder fazer para ajudar outras pessoas a sentir, estou totalmente dentro.

“
Não sei ser de outra forma além de crua e honesta. Caso contrário, qual seria o sentido?
Paris Jackson
Fotos
Ensaio fotográfico
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Vogue Hong Kong
Capas digitais
Paris Jackson na capa digital de março de 2026 da Vogue Hong Kong
Paris Jackson na segunda capa digital de março de 2026 da Vogue Hong Kong
Bastidores
Making of
Publicação original ↗
Créditos
Entrevista: Karrie Lam
Fotografia: Domen & Van de Velde
Stylist: Foxla Chiu
Executive Producer: Alexey Galetskiy
Creative Producer: Marina Fairfax
Casting: Maddie Kelly
Makeup Artist: Paul Blanch
Hair Stylist: Clay Nielsen
Photography Assistant & Videographer: Laura Berrou
Fashion Assistant: @Bipolarshorty
Production Assistants: Ashton Wilson & Shana Olivero
Studio Assistant: Justin Barahona
Tags: 2026 Entrevistas/Paris Paris photoshoot/paris revistas/paris

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